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segunda-feira, 1 de março de 2010

Tic Tac

And you run and you run to catch up with the sun, but it's sinking

O tempo! Tenho pensado sobre ele... mas não pensem que seja uma crise existencial de meia idade antecipada. No rodapé deste blog, está lá a citação do Tolkien: Tudo o que nos cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos foi concedido, é a lição mais valiosa que Gandalf ensinou ao hobbit Frodo Bolseiro. Daí fui ao teatro dias atrás, assistir a Alma Imoral, e depois de ficar bem tonta com os labirintos textuais entre os conceitos extremos que Nilton Bonder criou para justificar um nova linguagem que realmente compreenda a natureza humana, guardei a seguinte frase: "E quantos de nossos esforços e sacrifícios são, na verdade, 'oferendas' ao nada?"

Aliás, que fiquei surpreendida durante o espetáculo porque descobri que já tinha citado Bonder aqui no blog, uma historinha de um rabino e um homem rico que encontrei na coluna do Eugenio Mussak, da Vida Simples. Tinha esquecido... guardei a história e deixei o nome do livro e autor totalmente esquecidos... talvez a meia idade esteja chegando mesmo! Anyway, por falar em Eugenio Mussak, no começo do ano ele escreveu sobre a passagem do tempo. E a conclusão dele sobre nossa ansiedade sobre o tema, sobre seu efeito irreversível e sobre nossa insatisfação, eu guardei também. Ele diz: "Nossa paz com o tempo é diretamente proporcional à paz que estabelecemos com nossas escolhas e decisões." O que nos leva de volta ao Tolkien, Gandalf e a epopéia da Terra Média...

Mas eis que hoje recebo um email falando desse geólogo visionário que reúne física quântica e profecias ancestrais para dizer coisas interessantíssimas sobre a inversão do sentido de rotação da Terra e seus pólos magnéticos e como poderemos vivenciar o mundo a partir do ponto zero. O tal cientista chama-se Greg Braden e estuda fenômenos como respostas remotas em tempo real do DNA aos estímulos emocionais. O que prova que tudo na matéria são irradiações da vontade e que há uma energia que conecta a todos. O que isso tem a ver com o tempo?! Em resumo bem leigo, parece que ao nos aproximarmos desse Ponto Zero, o tempo parecerá acelerar-se. E quando finalmente a inversão for consolidada, então tudo o que pensarmos ou desejarmos irá se manifestar muito mais rapidamente. A reciprocidade será sentida de forma imediata e a intenção terá um papel preponderante na vida e relações humanas.

Junte com isso o fato de que "qualquer resultado que possamos imaginar e cada possibilidade que sejamos capazes de conceber, é um aspecto que já está criado e existe no presente como um estado adormecido de possibilidade", e então perceberemos que acessar o invisível à partir de nossas vibrações é trazer para o plano físico algo que já existe em algum outro nível, causando intervenções na matéria. Se isso começar a acontecer de forma imediata, então será fácil perceber as ligações entre causa e efeito e tornar-se consciente delas.

Em física quântica, o conceito de quarta dimensão serve para definir o "eterno agora"; porque passado, presente e futuro não encontram-se mais organizados de forma linear (medidinhos e quantificados pela "inteligência" humana de até então). São aspectos conjuntos de um mesmo instante, uma "tríade temporal" que compõe uma evolução da consciência. Afinal, para sobreviver em tal mundo, conforme configurado por Braden, é fundamental amadurecer individualmente esta consciência espiritual de se saber responsável por suas escolhas e decisões, (já que elas imediatamente manifestam-se na matéria), para sintonizá-las nas freqüências certas. Que o nosso DNA se expanda quando irradiamos amor, alegria e gratidão e que se retraia, apagando códigos de sua sequência, quando sentimos medo ou raiva; é mero detalhe material para uma transformação que já foi prometida há eras atrás, desde dimensões muito além das racionalmente conhecidas.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Flores em você


Imagine um homem sensível o suficiente para ouvir o que as flores tinham a dizer e corajoso o suficiente para enfrentar a estreita visão de sua época e divulgar a Verdade do que ouvira...

Imagine um homem que do alto de seus 43 anos, renunciou a tudo o que tinha "construído" até então para viver nesta poética casa inglesa da foto e estabelecer um revolucionário sistema de cura baseado na empatia com a natureza...

É possível que, para muitos, o médico Edward Bach seja apenas um louco que até hoje não tem a mínima relevância no campo da medicina! E parece que temos que concordar, que do modo como a medicina é encarada nos dias atuais é extremamente difícil que a filosofia do Dr. Bach possa encontrar espaço entre tantas práticas radicais e extremas de que muitos lançam mão ao tentar se convencer de que estão cuidando da Saúde.

O próprio conceito "bachiano" de saúde é muito diverso do que estamos habituados a vivenciar até mesmo em nossos próprios discursos e atitudes. E lendo suas palavras (as do Bach) acredito cada vez mais que seja urgentemente saudável despertar para a sensatez de uma consciência pura e verdadeiramente iluminada. Creio que saúde seja tanto uma premissa quanto um presente para quem empreende a busca por esta consciência.

Não acho que tenha mais muito o que escrever a não ser publicar aqui uma coleção de grifos extraídos dos textos do próprio Dr. Bach. :

"A doença serve para nos fazer parar de praticar ações erradas; é o método mais eficaz para harmonizar nossa personalidade com nossa alma. Se não fosse a dor como poderíamos saber que a crueldade fere? ... Na verdade, deveríamos aprender nossas lições no plano mental, salvando-nos do sofrimento físico, mas muitos de nós nao o conseguem. Embora possa parecer cruel de nosso ponto de vista estreito, é na realidade de natureza benéfica. "

"Pudessémos ouvir a voz no nosso Eu Espiritual, vivêssemos nós em harmonia com nossa alma, nenhuma lição severa seria necessária e estaríamos livres de doenças."

"Por exemplo: um paciente tem dor porque há crueldade em sua natureza. Ele pode suprimir tal qualidade dizendo-se constantemente ' eu não serei mais cruel', mas isso significa uma longa e árdua batalha e, se ele conseguir eliminar a crueldade, haverá uma lacuna, um vazio. Esse paciente pode, por outro lado, se concentrar no lado positivo para desenvolver a simpatia e, ao inundar sua natureza com essa virtude, substituir a crueldade por ela sem qualquer esforço tornando seu retorno impossível."


Segundo Bach pôde intuir nem a doença nem a cura pertencem ao âmbito material apenas, a doença é a manifestação física de algo que já ocorria em outro plano.

"A doença do corpo como a conhecemos é um resultado, um produto final, um estágio final de algo muito mais profundo (...) A doença nada mais é do que uma correção; não há nela nada vingativo ou cruel (...) Sempre que cometemos um erro, ele re-age sobre nós, trazendo-nos infelicidade, desconforto ou sofrimento, de acordo com o erro cometido. Seu objetivo é nos ensinar, nos mostrar o efeito prejudicial de nossa ação ou pensamento errado e, ao produzir em nós mesmos resultados semelhantes, nos mostra como tal pensamento ou tal ação pode prejudicar os outros, sendo contrários à Grande Lei do Amor e da Unidade."


"Possivelmente a maior lição de vida a ser aprendida é a liberdade: liberdade com relação às circunstâncias, ao ambiente, a outras personalidades e, para muitos de nós, liberdade em relação a nós mesmos pois, até que sejamos livres, somos incapazes de dar e servir aos nossos irmãos de maneira completa."

Ordem do dia: tentar entender e aplicar estes conceitos no caso da terrível e alarmante gripe suína que assusta o mundo.

+ você pode acessar os textos quase na íntegra procurando por "Terapia Floral - Edward Bach " no Google Books.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Viktor finds the meaning...

An advice to sink in slowly poster. By Jane Lauri.

Fiz amigos na blogosphera!!! Amei conhecer as good news da Isabella Lychowski... Ela coleciona histórias, textos, poemas e opiniões que fazem a gente crer que tem muita gente que ainda compartilha o ideal de ver o mundo mais bonito.

Enfim, através da Bella eu descobri esse simpático velhinho de quem nunca antes tinha ouvido falar (que ignorância)... O psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que sobreviveu aos campos de concentração da 2ª Guerra, descobriu que para sobreviver às piores condições era necessário se conscientizar de que a vida abarca um sentido.

A coletânea de textos no Good News conta toda a biografia dele, e para resumir (e obrigar os leitores deste post a ler o blog da Bella) gostaria de comentar o contraponto que Frankl apresenta às teorias freudianas que deram o tom do comportamento cultural de toda uma época.

Viktor diz: "No nosso tempo, já não é o sexo que é reprimido, mas o que é espiritual e religioso. Daí, a falta de sentido, de orientação, e, consequentemente, o tédio e o vazio". Achei isso incrivel, pois observo que isto é realmente o que se passa nos dias de hoje.

É como quando a mãe ou vó da gente diz: Você devia frequentar uma igreja... se apegar com Deus... e damos de ombros pensando talvez na hipocrisia de todas as religiões, ou na hipocrisia de seus fiéis, pensando em onde está Deus no meio do caos que o mundo se tornou... Damos de ombros porque afinal não somos mais crianças para acreditar em fantasias confortáveis sobre o Além e sobre conceitos tão intangíveis quanto a espiritualidade. Dizemos: essa mulher está maluca! coitadinha, me empurrando suas crenças fantásticas sobre Deus e religião quando tudo o que existe neste mundo é só o que podemos ver e a ciência pode provar!

Enfim, este paragráfo mostra toda a repressão que existe em torno do espiritual e desta forma, confirma a teoria de Frankl! Mas, por outro lado, também expõe a visão tão limitada que a humanidade construiu acerca de Deus e das religiões. Isso significa que, dado o panorama, os conselhos das familiares maternas de duas gerações são realmente simplórios... Frequentar uma igreja não traz sentido à vida de ninguém... o que traz sentido é uma pura e cristalina convicção na Verdade, e esta convicção é intrínseca ao conceito de liberdade...

Circula na net uma imagem que diz: "Amanhã fico triste... amanhã! Hoje não... hoje fico alegre!E todos os dias por mais amargos que sejam, eu digo: amanhã fico triste, hoje não!". Se essa frase realmente foi encontrada nas paredes de um dormitório infantil em um campo de extermínio nazista, então Viktor teve companheiros em sua determinação em manter a integridade da alma à despeito do que seu corpo sofreria...

Não creio que Frankl defendia os fanáticos religiosos, mas sim aqueles que pudessem confiar que o universo abrange muito mais do que o plano terreno onde habitamos e que pudesse buscar por si os pilares de um caminho reto onde seguir em segurança e tornar-se, o que imagino que Nietzsche queria dizer com o conceito de Übermensch. (Notem que falo o que imagino que ele queria dizer e não a forma como foi interpretado. É preciso colocar algumas ressalvas no texto do link para compreendê-lo corretamente). Ou para simplificar, atingir o dharma! Mesma história, versões diferentes.

Para não tornar o texto viajético demais: Se para Freud a motivação essencial do ser humano era o prazer, para Frankl é a busca de sentido que faz o homem percorrer os caminhos que percorre. E basta observar um pouquinho que percebemos que esta busca não pode ser satisfeita no nível material apenas... O que acontece é que tornamos a vida tão complicada, cheia de tantas necessidades inúteis, que não sobra tempo nem espírito para nos preocuparmos com o que é realmente importante.

Desconfio que Frankl, se ainda vivesse, ia pregar uma vida simples que fizesse sentido para o indíviduo em questão e não que buscasse fazer sentido para a sociedade que o cerca. E a isso não pode estar associado nenhum egoísmo, pois quando se busca com afinco um sentido que o preencha com plenitude só se pode encontrar o Amor... E o verdadeiro sentido deste conceito, contempla a si da mesma forma que contempla o outro em harmônica e profunda simbiose.

Você pode ler mais sobre ele aqui .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Vinicius, Mary Poppins e um tubo de ensaio

"Quanto mais rimos, mais nos enchemos de alegria.
Quanto maior a alegria, mais feliz o "nós" que nós somos!"

De proporções revolucionárias é a pesquisa publicada hoje pelo British Medical Journal, que afirma que a felicidade (ou infelicidade) é contagiosa e atinge quem está ao redor. Parafraseando a publicação: "A felicidade de uma pessoa depende da felicidade daqueles com quem a pessoa em questão está conectada."

Esta tese lança uma nova perspectiva para o conceito de felicidade, de saúde e de redes sociais. A partir dela a felicidade deverá ser encarada como saúde, como "fenômeno coletivo". O que implica que medidas políticas e sociais devem contemplar esta emoção.

Não admira que a pesquisa nasceu em Londres. Já ouvi dizer que por lá, a preocupação com o coletivo é premissa básica de políticas sociais. Um elemento doente afeta todo o conjunto. Na contramão, um elemento saudável deve ter o mesmo poder. A abordagem positiva da pesquisa também é revolucionária. Observar os aspectos positivos de determinada coisa já fundamenta a construção de uma realidade positiva.

Falar em Londres eu tenho a imagem perfeita disso: vocês que assistiram Mary Poppins vão se lembrar de quando ela vai visitar o tio e ele está voando pela sala de tanto rir, enquanto canta I love to laugh vai contagiando todos os que chegaram de visita e estes, logo quando começam a sorrir tornam-se leves e vão voando juntar-se ao"chá aéreo" do anfitrião.

É tão bom saber que podem provar cientificamente uma coisa que a intuição já diz faz tempo. Trazendo isto para a realidade do cotidiano, todos já sentimos isto. Por mais sutil que pareça, o humor de quem nos rodeia têm enorme influência no nosso próprio humor. Mas não sei se estou certa em definir felicidade como sendo humor... Eu encaro mais como decisão. Como escolha. Todos os dias você pode decidir se quer ser feliz ou não. Taí Vinicius, seus versos têm agora o crivo da ciência: É melhor ser alegre que ser triste!